terça-feira, 19 de julho de 2016

MENSAGENS DOS GUIAS DE UMBANDA (Ademir Barbosa Júnior)




A Espiritualidade tem outro tempo e fala sempre que necessário. Por meio de recados, intuições, ditados, psicografia: os métodos são múltiplos. Lembro-me de uma entrevista para um programa de TV em que me perguntaram por que as religiões de matriz africana são perseguidas. Exu Veludo me soprou como resposta: “Por que são religiões de pretos, pobres e putas”. Achei mais diplomático responder que é porque acolhem segmentos sociais historicamente excluídos e marginalizados etc. Seu Veludo é educadíssimo, não fala palavrão, nunca foi vulgar, mas o vocabulário informal poderia assustar o apresentador ou o público.

Depois da experiência com o Sr. Zé Pelintra (Palavras de Doutor – psicografias de Zé Pelintra. São Paulo: Anúbis, 2016), foi-me solicitado um livro pelo Boiadeiro Sr. João do Laço. Algum tempo depois, pelo Sr. Exu Veludo. O mais prático (e de acordo com a possibilidade de tempo) foi fazer um livro único com mensagens de vários Guias. O resultado está aqui.

Algumas poucas mensagens eu tinha. A maioria foi ditada especialmente para o livro, inclusive por uma Guardiã que não trabalha diretamente comigo, mas com uma médium de minhas relações. Interessante que, no caso de algumas comunicações, os Guias usam as saudações que comumente utilizamos para eles no cotidiano dos terreiros, o que reforça a diferença entre a psicofonia e/ou a incorporação e a psicografia e/ou mensagens ditadas ou mesmo intuídas. Outras mensagens são reminiscências de falas em giras.

Minha gratidão a todos os Orixás, Guias e Guardiões que têm a humildade de trabalhar com este médium, eterno aprendiz.

Na Umbanda aprendi a usar branco nos trabalhos da Direita; vermelho e preto nos trabalhos da Esquerda e a não usar ninguém.

Saravá Umbanda!

Abraço, gratidão e Axé!

Por: Ademir Barbosa Júnior

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