sexta-feira, 22 de julho de 2016

UMBANDA - O CAMINHO DAS PEDRAS (Ademir Barbosa Júnior)



Uma noite, em desdobramento, meu Mentor (1) me disse: “Miguel, você tem assumido muitas responsabilidades, não apenas na casa que você dirige, mas no movimento umbandista como um todo. Chegou o momento de novos aprendizados, de acompanhar de perto algumas situações difíceis pelas quais passaram e passam alguns umbandistas que se desequilibram e se afastam da orientação espiritual e de suas missões, bem como aprender com lições de superação.”

Assim, durante várias noites, em desdobramento, acompanhei em espírito uma série de situações in loco, compareci a conferências de estudos de casos e acompanhei episódios exibidos telões em auditórios do Astral. O resumo desse farto material compõe as narrativas que se seguem, nas quais, evidentemente, preservei as identidades dos encarnados e desencarnados envolvidos, bem como os dos Guias e Guardiões, assim como os dos templos umbandistas. Para facilitar a compreensão e privilegiar a essência dos casos estudados, cada narrativa é a síntese de visitas, conferências e exibições de casos, sem que se aponte a cada instante qual o método utilizado.

As narrativas possuem caráter atemporal e representam algumas das sombras da alma humana, em constante evolução, com ascensões e quedas diárias. Tratam de situações que ocorrem em qualquer ambiente, recordando o conselho crístico de orar e vigiar.

Conforme meu Mentor explicou carinhosamente, nessas incursões de estudo, assim como em nosso cotidiano, não se deve julgar os irmãos, mas observá-los compassivamente, aprender com suas vivências e vibrar pelo sucesso das ações socorristas e de regeneração, com as quais, aliás, nós, encarnados, podemos colaborar.

Cada narrativa figura como uma pedra no árduo caminho de aprendizado pela dor. Na verdade, o caminho das pedras é o da Lei Divina, sendo cada pedra supervisionada por Pai Xangô. Cabe ao indivíduo aprender ou não com as lições que as pedras lhe oferecem.

Oxalá abençoe a todos!

Saravá!

Axé!

Seu irmão,

Miguel

(Pai Miguel – sacerdote umbandista)

Por: Ademir Barbosa Júnior

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