sexta-feira, 9 de setembro de 2016

EXU E SEUS ASSENTAMENTOS (Evandro Mendonça)



Gostaria de começar essas palavras pedindo a todos os Pais de Santos, Mãe de Santos, Babalorixás, Yalorixás Caciques e Chefes de Terreiro que ensinem, transmitam e passem fundamentos não só aos seus filhos de santo, mas também às pessoas leigas, médiuns e iniciantes na religião de Umbanda e Quimbanda, para que possam assimilar tudo sobre energias e práticas da natureza usadas no ritual e assim tornando-se adeptos da mesma. Só assim faremos com que a religião de Umbanda e Quimbanda cresça cada vez mais. Juntos, poderemos derrubar o preconceito sobre a nossa religião. Vamos ensinar e passar, transmitir e divulgar, orientar as pessoas sobre a religião e tudo o que há de bom nela: Umbanda, Quimbanda. Na nação dos Orixás eu fui aprontado por um Babalorixá (Miguel de Oiá) ao qual eu tenho muito respeito. Recebi dele os meus axés e os fundamentos da religião Africana. Entretanto, na Umbanda e Quimbanda eu fui feito por mim mesmo e por minhas entidades. Apesar do termo “fui feito” na Umbanda e Quimbanda ou “quem te fez” na Umbanda ou Quimbanda, essas palavras não existem, porque Exu, Caboclos, Preto-Velhos, Erês, Ciganos etc., não se faz, são espíritos de pessoas que já viveram. Portanto não se faz nada. Apenas se assenta com alguns rituais que fazem a ligação entre as pessoas e o espírito ancestral.O termo correto é “doutrina” (Quem te doutrinou na Umbanda e Quimbanda). Médiuns todos nós somos. Só precisamos doutrinar a nossa mediunidade. Portanto, se você é uma pessoa boa de coração, honesta, trabalhadora, educada e de bons pensamentos para si e para com os outros, você está apta a fazer, ter ou receber de alguém os seus assentamentos (Ponto de Força). Qualquer pessoa, leigo, médiuns ou iniciantes podem fazer o seu assentamento, assim como eu fiz o meu junto às minhas entidades. É claro que a pessoa deve ter muita responsabilidade. Tanto ela quanto a entidade. Deve usá-lo somente para bons fins, caso contrário não surgirá efeito e a pessoa fica sujeita a uma desvitalização e negativação total em sua vida. E se você incorpora a sua entidade, arrume todo o material necessário e deixe-a, incorporada em você, fazer o seu assentamento. Assentamento (Ponto de Força) de Exu significa usufruir de energias positivas favoráveis à pessoa que traz força, defesa etc. O dono (a) de casa, comerciante, viajante, pequeno ou grande empresário ou trabalhador comum, pode ter o seu assentamento (ponto de força), casal de Exu e Pomba-Gira que mais for adequado. As entidades assentadas se transformam num ponto de força. Basta cuidar com o mínimo (eventualmente acenda uma vela, um charuto, sirva um copo de cachaça, uma taça de champanhe, um cigarro etc.). Trate-a como gostaria de ser tratado. Elas se encarregarão de cuidar e dar direção à sua vida, para melhor, de te defender dos inimigos, olho, inveja, traição etc. Elas abrirão os seus caminhos para o dinheiro, negócio, saúde, felicidade, prosperidade, amor, sorte, tranquilidade, paz de espírito etc. Trará a você pessoas influentes para comprar, vender, trocar, negociar, pagar, assinar contratos fazer parcerias e negócios, enfim, facilitará a sua vida. Nas páginas seguintes explicarei e ensinarei “segredos de Religião”, que teoricamente não podem ser ensinados. Mas se Deus colocouessas energias (Forças, Entidades) no mundo, na natureza, não pode ser segredo, caso contrário, Deus não as colocaria à sua disposição. A obra foi escrita através da inspiração e impulso que tive do Senhor Exu Marabô que, com sua sabedoria, dedicou a você esses ensinamentos básicos para te ajudar e às pessoas que precisam ou que se sentem atraídas pela Religião de Umbanda e Quimbanda. E, como o Senhor Exu Marabô diz: “[...] Sou eu, sou eu, e não me troco por ninguém. Sou eu, sou eu, e não me troco por ninguém. [...]” “O Sol nasceu para todos.” E, quanto mais ensino, mais inspirado sou pelas verdadeiras entidades. E aquele que concorda comigo, tem o meu abraço fraterno como amigo e irmão. Aquele que não concorda e critica, eu peço que me prove o contrário. Criticar é fácil. Difícil é mostrar o porquê da crítica. Encerro aqui afirmando que tenho conhecimento de que a obra é polêmica, complexa. Sei que receberei demandas de todos os lados, porém eu digo: sou de religião, sou crítico até comigo mesmo e sempre serei assim. E, se fui inspirado pelo Senhor Exu Marabô a fazer esta obra, acredito e tenho plena confiança nele, de que me defenderá de tudo e todos. Sei que não faremos milagres. Mas ajudaremos pessoas e espíritos perdidos dentro da religião, à procura da evolução.

Por: Evandro Mendonça

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