sábado, 17 de setembro de 2016

RITUAIS DE QUIMBANDA (Evandro Mendonça)



Essa obra é mais um trabalho dedicado aos que querem e buscam um pouco mais de conhecimento sobre como trabalhar com os exus e pombas-gira. São rituais simples, mas muito eficazes, que podem ajudar muito o dia a dia de um médium e de um terreiro de Umbanda. Como sempre fui bastante repetitivo em obras anteriores, nessa também serei para que possam aprender bem, e com isso despertar a curiosidade e criatividade de cada médium praticante da religião de Umbanda e sua linha de esquerda. Espero que façam um bom uso desses rituais, e nunca esqueçam a lei do livre arbítrio, ação e reação e do merecimento de cada um. Somos livres para plantarmos o que quisermos, mas somos escravos para colhermos o que plantamos. Esses rituais não foram escritos e expostos nessa obra com a intenção de ajudar algum médium a prejudicar qualquer pessoa, e sim com a intenção de mostrar o que um médium, com bastante conhecimento, pode fazer para ajudar, mudar ou alterar o destino de uma pessoa dentro daquilo que ele acha que é certo, ou seja, dentro da lei do livre arbítrio. Muitas vezes o que achamos que é certo, é errado, e muitas vezes o que achamos que é errado é certo. Por isso, não devemos esquecer nunca isso, e sempre antes de realizar qualquer tipo de ritual que envolva pessoas, devemos pensar bastante sobre a lei do livre arbítrio. O resultado do ritual realizado, seja ele, positivo ou negativo, deixamos por conta dos exus e pombas-gira, que com certeza sabem o que é melhor para a pessoa, e também por conta do merecimento de cada um. Não podemos esquecer nunca, que somos apenas aprendizes e intermediários entre o mundo material e o espiritual, e a decisão final, nesse caso,ficará sempre a cargo dos exus e pombas-gira. Ninguém melhor do que eles, para saberem se o que estamos fazendo ou pedindo em um determinado ritual, é melhor ou pior para o caminho ou destino de uma pessoa. Então meus irmãos, por termos sido escolhidos e agraciados pelas entidades com esse poder de médium, e de conhecimento sobre a religião de Umbanda, devemos sempre agir com o coração e dentro daquilo que achamos certo, correto, verdadeiro e que jamais possa prejudicar alguma pessoa, e assim estaremos fazendo caridade e cumprindo com nossa missão sem adquirirmos carmas para futuras encarnações. Como já foi dito por grandes mestres espíritas e espiritualistas: “Somos responsáveis por tudo que pensamos, falamos e fazemos nesse planeta”. Por isso, peço à cada dia aos Orixás, Entidades, Guias e Protetores de Umbanda que os pais de santo, babalorixás, caciques etc., possam se unir, se respeitar mais uns aos outros, que tenham mais contato uns com os outros, e que esse respeito seja também entre pai de santo, filho de santo e entre irmãos. Assim estaremos evitando esse leva e traz de filho de santo, que não para em lugar algum, e que além de inventar mentiras do pai de santo ou do lugar que estava, ainda mente que saiu de lá pronto, com faca e todos os axés exigidos na umbanda e sua linha de esquerda, sendo que só tinha uma simples erva na cabeça. Mas, a maior culpa disso tudo são os próprios pais de santo, caciques e babalorixás, que se tivessem mais contatos uns com os outros, antes de pegar uma pessoa que saiu de outra casa, tiraria informação para confirmar e saber realmente o motivo pelo qual saiu e o que fez de fundamento nessa casa. Com isso, melhoraria muito a nossa religião e colocaria freio em muita coisa que acontece no dia a dia de um terreiro, principalmente esse tipo de médium que pula de galho em galho, muitas vezes fazendo intrigas com pais e mães de santo, sem conhecimento e condições alguma de mexer com a vida das pessoas, pois não pode nem com a sua, e estará com casa aberta denegrindo cada vez mais a imagem da nossa querida Umbanda. Muitos desses médiuns perderam o respeito uns com os outros, com o pai de santo e com os mais antigos. Perderam também o fundamento e a raiz da casa que frequentavam e o respeito com a própria Umbanda. Entraram ontem na religião e já acham que sabem tudo, até o suficiente para ficarem desafiando os pais de santo, cacique e babalorixás mais antigos. Onde a religião de Umbanda irá parar com essa nova geração de médiuns? É simples, em lugar algum. Ao contrário de outras religiões, que crescem a cada dia, a nossa querida Umbanda viverá o quanto viver aqueles que estão na Umbanda pela umbanda, ou seja, seus antigos guerreiros, responsáveis, fortes, médiuns e praticantes dos antigos fundamentos de Umbanda. Infelizmente, esse é o fim da Religião de Umbanda. Eles levarão com eles, para o túmulo, todos esses itens citados acima, respeito, fundamento, conhecimento, raiz, responsabilidade, união e principalmente gratidão com seus antigos mestres. Assim, terminará a hera Umbanda dando lugar as outras religiões, que apesar de tudo, vem vindo a cada dia com mais força, respeito, fundamento, conhecimento, raiz, responsabilidade, união e principalmente gratidão com seus antigos mestres. Coisas que hoje, infelizmente, a maioria dos médiuns da Religião de Umbanda não tem. Deixo essas palavras como um desabafo, porque amo e sempre amarei a Religião de Umbanda, até os últimos dias da minha vida nesse planeta. E se tiver que encarnar novamente nesse colégio de aprendizado chamado planeta terra, se puder escolher, quero ser novamente, Umbandista. Encerro minhas palavras, pedindo desculpas a todos os médiuns e praticantes da Religião de Umbanda que não se encaixam nesse comentário, e dizendo que ainda há tempo de não levarmos todo esse fundamento para o túmulo, deixando uma religião forte, linda e bonita, para os que virem depois de nós, darem continuidade a esse culto tão lindo chamado Umbanda. E para que isso aconteça é bem simples, basta os Pais e Mães de Santos, Babalaôs, Babalorixás, Caciques e Chefes de Terreiros, se unirem cada vez mais em nome da nossa tão querida Umbanda. Espero que realmente gostem do livro, porque foi feito com amor pela religião e com o intuito de ajudar meus irmãos Umbandistas. Felicidades, um bom Axé a todos, e até um próximo encontro!

Por: Evandro Mendonça

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